Entra-se logo com um poema arrebatador, que se não fosse castelhano seria sobre saudade. A leitura prossegue, umas vezes mais fácil do que outras por causa da questão do idioma.
Fala-nos da memória que guarda das mulheres que lhe são referência, e que referencia: a mãe e a avó. O amor, misturado com respeito, a descrição do seu lugar no mundo, que é no seio delas, sem que isso o esmague ou o impeça de viver.
Disse-me o Fernando Évora: "de Espanha vem o Mario Rodriguez. Conheci-o em Beja, no encontro do Saramago. Achei-o simpático e acessível. Mas quando li os poemas dele: é fabuloso." Já não sou a única a pensar assim.
Página coletiva dos autores associados da ASSESTA (Associação de Escritores do Alentejo). O conteúdo disponibilizado é da total responsabilidade dos seus autores. Visite a nossa página: http://www.assesta.pt/
Opinião: "Flores" de Afonso Cruz
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